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terça-feira, 17 de maio de 2011

Sociedade Civil “profundamente decepcionada” com as conclusões da 4.ª Conferência das NU sobre os PMA

A principal conclusão da 4.ª Conferência das Nações Unidas sobre os Países Menos Avançados (PMA), que teve lugar em Istambul ao longo da última semana, é ambiciosa à partida: procurar reduzir para metade – dos actuais 48 para 24 – o número de PMA nos próximos 10 anos. Apesar do Programa de Acção de Istambul reconhecer que a Ajuda ao Desenvolvimento é ainda vital na luta contra a pobreza, esta foi a primeira Conferência das Nações Unidas sobre os PMA que integrou o sector privado, através de a organização de uma feira paralela à cimeira onde diversas empresas de PMA tiveram oportunidade de estabelecer redes com empresas de Países Desenvolvidos.

Este foi entendido como um sinal claro de que os Governos reunidos na Conferência das Nações Unidas entendem que o sector privado é um dos motores de Desenvolvimento e combate à pobreza dos PMA, na medida em que o novo Plano de Acção reclama a necessidade de criação de emprego e modernização e diversificação das economias destes países. Aliás, o ponto de partida da cimeira era o lema “Investimento, não caridade para os PMA”.

No entanto, a sociedade civil presente na cimeira já veio afirmar que o “Consenso de Istambul” não é adequado à realidade dos PMA, na medida em que não constitui uma clara rejeição ao “Consenso de Washington”. De facto, a Declaração de Istambul do Fórum da Sociedade Civil dos PMA defende que a adopção do novo Plano de Acção demonstra que os Estados doadores falharam nos compromissos de canalização de Ajuda adequada, na reforma das leis que regulam o comércio e ainda no reforço das capacidades dos Países em Desenvolvimento.

O modelo de Desenvolvimento promovido pelos Doadores, defende ainda a sociedade civil, não é sustentável por inúmeros factores, como por exemplo, o crescimento das exportações que tem provocado uma maior dependência dos PMA face aos países mais desenvolvidos, e à sua consequente desindustrialização, degradação ambiental e marginalização sócio-económica. “Acreditamos que é importante basear o Desenvolvimento dos PMA nas suas forças e não nas suas fraquezas”, aponta o documento.
Por estas e outras razões a sociedade civil presente na cimeira lamenta que não tenha sido ouvida na formulação dos resultados da reunião. “O paradigma deveria ter sido mudado”, refere a Declaração, para que a Conferência constituísse um “ponto de viragem para um mundo mais justo, mais equilibrado e mais sustentável”.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

CHINA PUBLICA PRIMEIRO RELATÓRIO
SOBRE A SUA POLÍTICA DE AJUDA EXTERNA

© El País












“A China é um País em Desenvolvimento”. É com esta frase – entendida como ressalva – que começa o prefácio do primeiro documento oficial divulgado pelo Governo chinês sobre a Ajuda Externa, percorrendo o sector nos últimos 60 anos. O documento sublinha que a Ajuda ao Desenvolvimento chinesa é essencialmente um instrumento de “igualdade e benefício mútuo entre Países em Desenvolvimento”, assumindo-se como uma alternativa a organizações e países doadores que impõem condições políticas para a canalização de Ajuda. “A Ajuda Externa da China emergiu como um modelo com as suas próprias características”, lê-se no relatório.

Lançado na passada quinta-feira pelo Conselho de Informação do Governo chinês, o relatório está disponível na íntegra no site da agência noticiosa estatal Xinhua. Entre outras coisas, revela que o orçamento dedicado à Ajuda Externa aumentou em 30 por cento entre 2004 e 2009. Desde a década de 50 até 2009, a China canalizou cerca de 256,29 mil milhões de renminbi (o que representa aproxidamente  26,6 mil milhões de euros). Segundo o The Guardian, estes números representam o montante que os EUA disponibilizaram para a Ajuda ao Desenvolvimento apenas em 2010.

terça-feira, 19 de abril de 2011

CRÍTICAS ÀS PROPOSTAS DO BANCO MUNDIAL
PARA PAÍSES EM SITUAÇÃO DE FRAGILIDADE

No Relatório sobre o Desenvolvimento Global 2011, o Banco Mundial não inclui o compromisso da Declaração de Paris sobre a Eficácia da Ajuda com o esforço de construção de instituições em Estados em situação de fragilidade ou conflito, apontam os críticos

No início da semana passada o Banco Mundial lançou o Relatório sobre o Desenvolvimento Global de 2011 e à medida que os dias passam multiplicam-se as críticas às propostas do documento para os países fustigados por conflitos e em situação de fragilidade. Num artigo de opinião no The Guardian, Jonathan Glennie, do instituto britânico ODI (Overseas Development Institute), considera algumas afirmações do documento demasiado óbvias como “o conflito é o inimigo número um do Desenvolvimento” ou a importância da criação de emprego entre os jovens.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Relatório sobre o Desenvolvimento Global 2011 analisa “Conflitos, Segurança e Desenvolvimento” no século XXI


Com cerca de 1,5 mil milhões de pessoas a viver em países marcados por guerras constantes, o Banco Mundial lançou no início da semana o Relatório sobre o Desenvolvimento Global 2011, sob o tema “Conflito, Segurança e Desenvolvimento”, no qual descreve como a injustiça, a corrupção, o desemprego, a má governação e a violação dos Direitos Humanos podem precipitar violência e conflitos em países, entre países ou regiões (versão completa, em inglês, aqui e versão resumida, em português, aqui).

Em mais de 350 páginas, o documento analisa as alterações da natureza da violência no século XXI, através de uma análise completa, baseada em novas pesquisas, estudos de caso e diversas consultas a líderes e actores do Desenvolvimento a nível global. De acordo com Nigel Roberts, um dos responsáveis pelo relatório, a equipa de trabalho adoptou uma metodologia única de recolha de informação, recorrendo sobretudo a pesquisas locais pré-existentes e a dados nacionais que geravam as suas próprias conclusões e recomendações.

Críticas ao Relatório
Um artigo da IPS, divulgado no dia do lançamento da nova edição do relatório, apresenta diversas críticas por parte de think thanks e economistas como Mark Weisbrot, co-director do CEPR (Center for Economic  and Policy Research), sediado em Washington, que defende que o documento não apresenta nada de novo, apenas reveste velhas ideias

quinta-feira, 14 de abril de 2011

BANCO AFRICANO DE DESENVOLVIMENTO
É O 19.º SIGNATÁRIO DA IATI

O Banco Africano para o Desenvolvimento tornou-se hoje o 19.º signatário da Iniciativa Internacional para a Transparência da Ajuda (IATI, na sigla inglesa), o que significa um reconhecimento dos compromissos da Agenda para a Acção de Acra e o apoio ao principal objectivo da iniciativa: solicitar aos Doadores – países e organizações – que publiquem informação detalhada, regular e em tempo útil sobre a Ajuda ao Desenvolvimento.

Dos doadores signatários fazem parte organizações internacionais como o Banco Mundial, o Banco Asiático de Desenvolvimento, a Comissão Europeia, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, a Aliança Global para a Vacinação e Imunização e a Fundação Hewlett; e países como a Austrália, a Dinamarca, a Finlândia, a Irlanda, a Holanda, a Nova Zelândia, a Noruega, a Espanha, a Suécia, a Suíça, e o Reino Unido.

terça-feira, 12 de abril de 2011

CEsA ORGANIZA SEMINÁRIO SOBRE AS NOVAS ABORDAGENS DA COOPERAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO






No próximo dia 14 de Abril, pelas 18 horas, o CEsA - Centro de Estudos sobre África e do Desenvolvimento do Instituto Superior de Economia e Gestão organiza a sessão “Novas abordagens de cooperação para o desenvolvimento? Doadores emergentes e a experiência do Brasil”, proferida por Lídia Cabral, investigadora do ODI – Overseas Development Institute (Londres).

A iniciativa integra a edição de 2011 dos seminários CEsA, organizados em colaboração com o Mestrado em Desenvolvimento e Cooperação Internacional e o Doutoramento em Estudos de Desenvolvimento.

Mais informação sobre os seminários disponível aqui.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

OSC AFRICANAS APRESENTAM PROPOSTA
DE TEMAS PARA DISCUSSÃO EM BUSAN

Várias Organizações da Sociedade Civil (OSC) africanas reuniram-se no final de Fevereiro para discutir os pontos-chave para apresentar no 4.º Fórum de Alto Nível para a Eficácia da Ajuda em Busan, Coreia do Sul, no final de Novembro. As OSC reafirmam que, para que haja uma mudança fundamental em África, é necessário passar do debate da Eficácia da Ajuda para a discussão em torno da Eficácia do Desenvolvimento.
Esta mudança requer um processo inclusivo que abranja os cidadãos do continente, baseada numa abordagem dos direitos e nos princípios de apropriação democrática.

terça-feira, 1 de março de 2011

AVALIAÇÃO DA TRANSPARÊNCIA DA AJUDA 2010

A campanha internacional Publish What You Fund (PWYF) lançou recentemente o primeiro relatório de avaliação global da Transparência da Ajuda que analisou o desempenho dos 30 principais doadores, permitindo uma reflexão mais sistemática sobre o compromisso dos países e organizações doadores no que diz respeito à Transparência da Ajuda a diversos níveis.
A primeira grande constatação é a falta de dados disponíveis que sejam comparáveis a nível internacional, o que dificultou a tarefa de recolha e análise para a produção do documento. Os escassos indicadores que os examinadores conseguiram recolher fornecem uma visão geral dos actuais níveis de transparência das organizações e países doadores como demonstra o quadro 1. O doador com o nível de desempenho mais elevado é o Banco Mundial, com 85,4 por cento, o que representa mais do dobro do doador com o pior desempenho - Japão (41,9 por cento).

Quadro 1. Os vários níveis de Transparência da Ajuda dos principais doadores